
O episódio 199 do Papo Corrida foi um verdadeiro desfile de conquistas pernambucanas. Transmitido ao vivo, o podcast — apresentado por Washington Vaz e Lidianne Andrade — recebeu os grandes nomes que brilharam na Maratona de João Pessoa: Maria Elivânia, Marcos Antônio Pereira, Rafael Gomes Vaqueiro e o treinador Bruno Dourado.
“Foi uma festa de Pernambuco!”, definiu Washington, ao destacar a impressionante presença do estado entre os mais de 8 mil inscritos. Mas mais do que quantidade, Pernambuco entregou qualidade: dominou o pódio e derrubou os recordes da prova.
Maria Elivânia foi um dos grandes destaques. Com o tempo de 3h16min38s, ela superou o recorde anterior da potiguar Nina Barbalho, que havia vencido a edição passada com 3h19min25s. Estreando no podcast, Elivânia dividiu a conquista com quem a acompanha: “Corro para competir comigo mesma. Quando boto o pé na pista, minha alma sai do corpo. Essa vitória é um sonho realizado.” Ela também fez questão de agradecer ao seu treinador, Bruno Dourado, pela dedicação diária nos treinos.
No masculino, Marcos Antônio foi cirúrgico. O multicampeão correu com estratégia, sem forçar além da conta, e cravou 2h33min40s, superando o recorde da prova que era de Adriel Gomes da Hora (2h38min40s). “Era esse o objetivo: bater o tempo. E cumpri. Treinei para isso”, disse Marcos, que somou seu 35º pódio em maratonas — um feito raro e de respeito.
Quem também retornou à capital paraibana com autoridade foi Rafael Gomes Vaqueiro. Em 2024, ele já havia vencido os 21 km da maratona, e agora consagrou-se campeão dos 10 km, com o tempo de 33min24seg. Vaqueiro emocionou o público ao contar sua trajetória: “Fui abandonado por pai e mãe, vivi na rua. Hoje, vivo do atletismo. Meu sonho é correr pelo mundo.” Sem usar relógio, ele corre com instinto e leitura de prova. “Quando vi que tava bem, soltei a perna e disse: ‘tá ganho, pai!’”, contou com sorriso e humildade.
Bruno Dourado, treinador de Elivânia, também completou a prova com 3h48min, somando sua 78ª maratona. “Este é um ano de rodagem para mim. Algumas provas são para performance, outras para curtir e acompanhar de perto a evolução dos alunos. João Pessoa foi especial — e ver Eli bater o recorde foi o ponto alto.”
A Maratona de João Pessoa, apesar de não oferecer premiação direta em dinheiro, bonificou financeiramente as quebras de recorde — o que motivou performances memoráveis. Mais do que troféus, o episódio celebrou resistência, estratégia, superação e pertencimento. Como bem disse Lidianne: “Não é só ganhar fora de casa, é mostrar para o que a gente treina. E Pernambuco mostrou.”
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