
Completar meio século de existência no mercado nacional é um marco definitivo, daqueles que costumam exigir campanhas publicitárias grandiosas e retrospectivas institucionais. No entanto, para celebrar seus 50 anos, a Olympikus escolheu um caminho completamente diferente: o movimento. Em vez de focar as atenções apenas em telas e outdoors, a marca decidiu calçar os tênis e percorrer o Brasil de forma literal, conectando comunidades, cruzando fronteiras regionais e mapeando a pluralidade de um esporte que não para de crescer.
O resultado dessa jornada impressiona pelos números e pela capilaridade. Ao todo, foram 50 corridas realizadas e apoiadas, somando mais de 2.300 quilômetros rodados pelas cinco regiões do país. A iniciativa alcançou 18 estados, passou por mais de 29 cidades e arrastou uma multidão de 200 mil corredores para o asfalto e para as trilhas.
O desenho desse circuito obedeceu a uma lógica intencional de descentralização e respeito à geografia nacional. Foram 13 provas no Sul, 13 no Nordeste, 11 no Sudeste, 5 no Centro-Oeste e 2 no Norte. Muito além do tradicional eixo Rio-São Paulo, a ação fincou bandeira tanto nos grandes palcos das maratonas de massa quanto em territórios isolados e desafiadores, incluindo as montanhas da Chapada Diamantina, provas de endurance em Brasília e percursos fascinantes em Fernando de Noronha e na Serra do Cipó.

Do asfalto das capitais às comunidades locais: a pluralidade do esporte brasileiro
Essa presença massiva revelou que a corrida de rua funciona hoje como uma das principais ferramentas de exploração e turismo esportivo dentro do território nacional. A marca não se limitou ao calendário oficial de federações e grandes organizadores. O projeto buscou imersão total no ecossistema das crews e grupos locais de corrida, como o Corre Kilombo e o Papa-Léguas Turbo, inserindo-se diretamente no ambiente do treino diário, do pertencimento e da construção de comunidades reais.
Toda essa movimentação estratégica não surgiu ao acaso. Ela foi fundamentada em dados profundos sobre o comportamento do corredor nacional. A primeira edição da pesquisa Por Dentro do Corre, realizada em parceria com a Box1824, já indicava que o brasileiro não corre de uma única forma. Os dados atualizados reforçaram esse cenário plural: mais de 70% dos praticantes apontam o bem-estar e a saúde mental como os principais fatores de motivação, superando a busca isolada pela performance, que continua relevante.
O levantamento também apontou que mais da metade dos atletas amadores já treina em grupos ou assessorias esportivas, consolidando a dimensão coletiva do esporte. Foi justamente no equilíbrio entre o individual e o coletivo, entre o rendimento técnico e a experiência afetiva, que o projeto ganhou sua identidade definitiva.
“A gente entendeu que não fazia sentido olhar para a corrida de um único jeito. O Brasil é diverso demais para isso. O projeto nasce justamente dessa vontade de respeitar e refletir essa pluralidade”, afirma Bianca Dallegrave, gerente de marketing da Olympikus.
Bastidores de uma operação híbrida baseada na escuta ativa
O planejamento do circuito foi fruto de um sprint criativo intenso, que reuniu um time multidisciplinar composto por atletas profissionais, corredores amadores, publicitários e organizadores de eventos. A questão central que norteou o grupo era descobrir como transformar uma celebração corporativa histórica em algo que gerasse valor real e conexão legítima com os corredores que ocupam as ruas diariamente.
A resposta encontrada foi a integração. Em vez de criar um circuito proprietário fechado e concorrente, a Olympikus optou por potencializar o que as comunidades já construíam com sucesso. O calendário foi estruturado de forma híbrida, abraçando maratonas clássicas, meias-maratonas, provas de 5K e 10K, circuitos de trail run, ultramaratonas e revezamentos de longa distância. Toda essa engrenagem foi dividida em quatro territórios conceituais de comportamento: Pra se Desafiar, Pra Correr com os Olhos, Pra se Divertir e Pra se Engajar.
A largada inicial dessa jornada nacional ocorreu com o Bota Pra Correr na Serra do Cipó. Já o encerramento simbólico do projeto aconteceu com um grande treinão que antecedeu a Maratona Internacional de Porto Alegre, um formato que reforça o posicionamento da marca de estar presente em toda a caminhada do atleta amador, e não apenas no momento em que ele cruza a linha de chegada.
“Mais do que criar algo novo, queríamos entender onde a corrida já acontece e como poderíamos fazer parte disso de forma legítima. A comunidade tem uma força enorme e muitas vezes ela fala mais alto do que qualquer campanha. Por isso, nosso papel foi muito mais de ouvir e amplificar do que de direcionar”, diz Dallegrave.
Das ruas para as telas: o mosaico da corrida vira documentário
Além do impacto direto na rotina dos atletas e dos organizadores locais, as 50 corridas serviram como um imenso laboratório de captação de conteúdo em tempo real. Equipes audiovisuais acompanharam de perto as ativações de norte a sul, documentando os bastidores operacionais, paisagens geográficas impressionantes e, principalmente, as histórias humanas que dão vida ao esporte.
Toda essa riqueza de depoimentos, dados de comportamento e registros visuais exclusivos está sendo lapidada para se transformar em um documentário oficial. O lançamento da produção está previsto para o decorrer deste ano, prometendo entregar um retrato fiel e emocionante do ecossistema da corrida no país.
“A gente sabia que esse percurso ia gerar histórias que mereciam ser contadas com mais profundidade. O documentário é a forma de dar a esse material o espaço que ele merece e de mostrar que existem muitas corridas dentro da corrida”, antecipa Dallegrave.
Como o laboratório a céu aberto transforma o desenvolvimento de produtos
Circular pelas cinco regiões do Brasil modificou também a forma como a companhia enxerga o mercado e desenvolve suas tecnologias. A bagagem e o volume de depoimentos acumulados ao longo dessas dezenas de provas servem de combustível direto para a engenharia e o design da Linha Corre, a franquia de tênis de performance da marca que se consolidou no mercado nacional através da cocriação constante com atletas de elite e comunidades de corredores.
“Quando você roda o Brasil de verdade, percebe que existem muitas corridas dentro da corrida. E isso muda tudo: produto, comunicação, estratégia. Porque você passa a construir junto, e não mais de dentro para fora”, reflete Dallegrave. “Os 50 anos foram um ponto de partida. A Olympikus segue com a certeza de que é ouvindo e cocriando com a comunidade que se ganha relevância na corrida de rua brasileira. É preciso entender, respeitar e evoluir junto. E isso só acontece quando você sai do eixo e se coloca disponível para escutar o país inteiro.”
A conclusão dessa grande celebração em movimento abre espaço para os próximos passos institucionais e esportivos da marca. O encerramento definitivo deste ciclo coincide com o início das ações para o futuro, tendo como próximos encontros de destaque a cobertura da Maratona Internacional de Porto Alegre e a realização do aguardado Bota Pra Correr na Chapada dos Guimarães.








