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Reta final para a São Silvestre: como evitar lesões e garantir o fôlego na prova

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São Silvestre largada 2024
Ortopedista do Hospital Santa Catarina - Paulista destaca hidratação, preparação adequada e atenção ao condicionamento como pilares para uma corrida segura

A Corrida Internacional de São Silvestre é o ápice do calendário de rua no Brasil, mas a proximidade do dia 31 de dezembro traz um alerta: o risco de lesões na reta final. Para os corredores que enfrentam os 15 km do percurso paulista, a preparação agora entra em uma fase decisiva onde o “menos é mais”.

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O perigo do “ganho de última hora”

É comum que o amador tente compensar treinos perdidos aumentando a carga às vésperas da prova. O Dr. João Grangeiro, presidente da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE), adverte que este é o erro mais crítico. “Nas semanas que antecedem a São Silvestre, não é hora de aumentar o ritmo de forma brusca. O atleta precisa respeitar os limites, ajustar a carga e priorizar uma preparação inteligente para evitar lesões que aparecem justamente agora”, reforça.

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Para quem vai “só pela festa”, Grangeiro é enfático: “Mesmo na brincadeira, é importante respeitar o ritmo próprio, fazer pausas e não forçar além do que o corpo está acostumado”.

O tripé da performance e a biomecânica

A segurança no asfalto depende do que o Dr. Fabio Luis Datti, ortopedista do Hospital Santa Catarina – Paulista, define como um tripé: dieta equilibrada, sono de qualidade e controle do estresse. Ele destaca que a performance e a prevenção de lesões começam antes da largada.

  • Combustível: “Priorize alimentos ricos em carboidratos para manter o estoque de glicogênio, energia indispensável para provas longas”, orienta Datti.
  • Calçado: O médico avisa que não se deve estrear tênis na prova. “O ideal é um modelo com o qual o corredor esteja habituado, garantindo amortecimento e estabilidade para reduzir o impacto nas articulações”.
  • Saúde Cardiovascular: Datti reforça a importância de avaliações clínicas prévias (eletro e ecocardiograma) ajustadas à idade, lembrando que exercícios de endurance melhoram a saúde cardiovascular e ajudam em quadros de ansiedade.

Fortalecimento: a musculatura como escudo

Além da corrida em si, o corpo precisa de suporte estrutural. Murilo Queiroz, personal trainer do GetNinjas, sugere que o fortalecimento e os exercícios educativos são as chaves para uma passada eficiente. “O agachamento é uma excelente opção para fortalecer os músculos usados na atividade e pode ser feito até em casa”, explica.

Para quem está começando agora, inspirado pelo clima da prova, Queiroz lista pontos fundamentais:

  1. Consistência: Frequência mínima de três treinos por semana.
  2. Educação: Sincronizar braços e pernas opostos para aprimorar a postura e eficiência.
  3. Progressão: Alternar corrida com caminhada e, se possível, iniciar os treinos na esteira antes de ir para a rua.
  4. Recuperação: “O descanso é tão importante quanto o treino. Inclua pausas para permitir que o corpo se recupere e evite o overtraining”, conclui o personal.

Foco na subida da Brigadeiro

Ao chegar na temida subida da Brigadeiro Luís Antônio, o segredo é o controle da biomecânica e da propriocepção. Como resume o Dr. Fabio Datti, a atenção não deve ser apenas à corrida, mas aos treinos complementares de força e flexibilidade realizados ao longo do ano. Com hidratação constante (água e sais minerais) e respeito aos sinais de dor, o corredor garante que a chegada em frente à Fundação Cásper Líbero seja uma experiência de superação, e não de transtorno médico.

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