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Mortes recentes em provas acendem sinal amarelo para a Cardiomiopatia Hipertrófica

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Cardiologista Dr. Fernando Scolari, do HC e do Hospital Moinhos de Vento (RS), comenta riscos e recomendações para atletas e praticantes de pedestrianismo

O falecimento recente de corredores em provas de rua no Brasil trouxe novamente à tona um tema vital para quem pratica pedestrianismo: a saúde do coração. Casos como o do corredor amador José da Silva Nogueira Neto, de 48 anos, na Meia Maratona de João Pessoa, confirmaram o diagnóstico de Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) e infartos prévios através de necropsia.

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A CMH é considerada uma das doenças cardíacas mais silenciosas e é uma das principais causas de morte súbita entre jovens adultos e atletas. O cenário atual, somado a episódios recentes em Porto Alegre e casos históricos no esporte, reforça a urgência de que a boa forma física não seja confundida com imunidade a problemas cardíacos.

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O que é a Cardiomiopatia Hipertrófica?

A doença se caracteriza pelo espessamento anormal do músculo cardíaco. Esse “engrossamento” pode dificultar a circulação do sangue e gerar arritmias graves, mesmo em pessoas que aparentam estar em excelente estado de saúde.

“A CMH pode não apresentar sintomas e, por isso, muitos pacientes só descobrem a condição após um evento grave. Atletas e praticantes de corrida, especialmente os que participam de provas de longa distância, precisam entender que boa forma física não substitui avaliação cardiológica,” explica o Dr. Fernando Scolari, cardiologista do Hospital das Clínicas (HC) e do Hospital Moinhos de Vento.

Mortes recentes em corridas reforçam alerta para cardiomiopatia hipertrófica: especialista destaca necessidade de exames preventivos e diagnóstico precoce

Prevenção: O “check-up” que salva vidas

Com a explosão das corridas de rua, especialistas recomendam que o rigor nos protocolos de saúde acompanhe o aumento dos quilômetros rodados. O risco cardíaco pode ser amplificado por fatores externos comuns em provas, como calor excessivo e hidratação inadequada.

Para o Dr. Scolari, a recomendação para o atleta amador é clara:

  • Frequência: Realizar avaliações pelo menos uma vez ao ano.
  • Exames essenciais: O eletrocardiograma e o ecocardiograma são exames simples, acessíveis e fundamentais para identificar alterações ligadas à CMH.

Fique atento aos sinais do seu corpo

Embora silenciosa, a CMH pode dar sinais que nunca devem ser ignorados por quem corre. A avaliação médica deve ser imediata se você sentir:

  • Desmaios ou quase-desmaios durante o exercício;
  • Dor no peito ao realizar esforço físico;
  • Palpitações persistentes;
  • Histórico familiar de morte súbita.

Identificar a condição precocemente permite que o corredor receba orientações seguras sobre seus limites de treino, necessidade de medicamentos ou procedimentos preventivos, garantindo que a corrida continue sendo uma fonte de saúde, e não de risco.

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