O estresse crônico tem afetado de forma significativa a saúde das mulheres brasileiras. Dados da Associação Brasileira de Psiquiatria indicam que elas têm o dobro de chances de desenvolver transtornos relacionados ao estresse em comparação aos homens. Além disso, um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz aponta que 53% das mulheres relatam níveis elevados de estresse, um tema que ganha relevância diante do aumento de sintomas físicos e emocionais associados à sobrecarga da rotina.
Segundo Cacá Ferreira, gerente técnico e corporativo da Cia Athletica, o estresse vai além do aspecto emocional e provoca alterações hormonais importantes, como o aumento do cortisol. Esse desequilíbrio impacta diretamente o ciclo menstrual, a imunidade, o sono, o peso e a saúde mental. “Muitas mulheres convivem com cansaço constante, dores musculares, ansiedade e alterações no metabolismo sem associar esses sinais ao estresse crônico”, explica o especialista.
O papel da corrida e da atividade física na regulação hormonal
A prática regular de exercícios é uma das estratégias mais eficazes para reduzir os danos do estresse no organismo. Modalidades como musculação, natação, Pilates e Yoga auxiliam na regulação hormonal e na melhora do humor. No entanto, a corrida de rua se destaca como uma aliada poderosa na saúde mental feminina. Por ser uma atividade rítmica, ela estimula a liberação de dopamina e serotonina, combatendo diretamente a ansiedade e proporcionando uma sensação de “clareza mental” após o treino.
Além do alívio imediato do estresse, a corrida auxilia no controle da saúde cardiovascular e no fortalecimento ósseo, pontos críticos para a mulher em diferentes fases da vida. Exercícios de intensidade moderada a alta, como a corrida de rua, contribuem para o controle do peso e fortalecimento do sistema imunológico, servindo como uma válvula de escape para as pressões cotidianas.
Com 40 anos de história e presença nacional, a Companhia Athletica reforça que o exercício deve ser encarado como uma medida preventiva essencial. “O estresse não precisa ser naturalizado. Quando a mulher entende os sinais do próprio corpo e incorpora hábitos saudáveis à rotina, ela recupera energia, equilíbrio e qualidade de vida”, conclui Cacá Ferreira.









