
Reconhecida como uma doença crônica e multifatorial, a obesidade é hoje um dos principais gatilhos para o desenvolvimento de complicações graves, como hipertensão arterial, colesterol alto, infarto do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC). De acordo com o cardiologista Jairo Lins Borges, médico consultor da Libbs, o excesso de tecido adiposo provoca alterações metabólicas e inflamatórias que sobrecarregam o sistema cardiovascular.
“A obesidade funciona como uma porta de entrada para outras doenças. O excesso de gordura corporal leva à resistência à insulina e ao aumento da pressão arterial, criando um ambiente favorável para o surgimento de eventos graves”, explica o cardiologista. A condição afeta diretamente o funcionamento do corpo, aumentando a retenção de sódio e alterando os níveis de colesterol, o que contribui para a formação de placas de gordura nas artérias.
O perigo silencioso das placas de gordura
Um dos maiores riscos associados à obesidade é a evolução silenciosa dos danos ao coração. Muitas pessoas convivem por anos com o excesso de peso sem apresentar sintomas aparentes, enquanto o processo de obstrução das artérias já está em curso. Com o passar do tempo, essas placas podem se romper ou obstruir o fluxo sanguíneo, resultando em infartos ou AVCs.
Por esse motivo, o tratamento da obesidade é considerado uma medida fundamental de prevenção cardiovascular. “Tratar a obesidade não é apenas uma questão estética, é uma necessidade de saúde. Quanto mais cedo o cuidado começa, menores são as chances de complicações futuras”, reforça o Dr. Jairo Lins Borges.
Abordagem multidisciplinar e estilo de vida
O combate à obesidade exige uma abordagem que vai além das dietas restritivas. O tratamento envolve mudanças sólidas no estilo de vida, incluindo alimentação equilibrada, acompanhamento médico individualizado e, crucialmente, a prática regular de atividade física.
Para quem busca sair do sedentarismo, o esporte atua como uma ferramenta poderosa de regulação metabólica e fortalecimento do músculo cardíaco. O acompanhamento contínuo permite que o paciente recupere o equilíbrio do organismo, reduzindo a inflamação sistêmica e protegendo o coração contra doenças crônicas que podem comprometer a qualidade de vida.








