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Fortalecimento muscular ganha protagonismo entre corredores amadores

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Da estabilidade do core à prevenção de lesões, o treino de força vem conquistando espaço na preparação de corredores amadores.

Entre praticantes de corrida de rua, ainda é comum associar o ganho de desempenho apenas ao aumento da quilometragem semanal e da frequência de treinos rodados. Essa percepção, no entanto, vem mudando. O treino de força passou a integrar de forma consistente a preparação de atletas amadores, atuando no aprimoramento da eficiência biomecânica, no aumento da estabilidade e no suporte aos impactos característicos do esporte.

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Ao desenvolver os grupos musculares responsáveis pela sustentação e controle do movimento, a musculação contribui para a distribuição adequada das cargas impostas a cada passada, otimizando o rendimento e favorecendo a recuperação entre as sessões de treino.

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Equilíbrio corporal e a importância do core

A preparação física direcionada à corrida ultrapassa o fortalecimento isolado dos membros inferiores. Músculos que compõem o core — região abrangida por abdômen, lombar e pelve — exercem papel central na estabilização do tronco e na eficiência da transferência de força a cada passada.

Enquanto glúteos, quadríceps, posteriores de coxa e panturrilhas atuam na absorção do impacto e na impulsão, a musculatura de ombros e costas preserva a postura e otimiza o balanço dos braços ao longo de todo o percurso. Giovanni Prota, Analista Técnico da Selfit, explica que o fortalecimento contínuo prepara a estrutura corporal para tolerar o volume de treino sem perda de qualidade técnica na corrida.

“Muita gente acredita que correr mais é suficiente para melhorar o desempenho, mas a musculação prepara o corpo para absorver melhor os impactos e manter uma biomecânica eficiente. Quando existe equilíbrio muscular e estabilidade, o corredor ganha eficiência na passada, melhora o rendimento e reduz significativamente o risco de lesões”, afirma Giovanni Prota.

Como estruturar a rotina de treinos de força

O trabalho de força pode ser integrado à rotina de atletas de diferentes níveis, utilizando exercícios fundamentais de execução simples e eficiente. Movimentos como agachamentos, avanços, pranchas, pontes para glúteos e step-ups oferecem estímulos adequados para o ganho de estabilidade e força funcional.

Para obter resultados consistentes, a orientação técnica envolve o alinhamento com a planilha de corrida. “A recomendação é incluir o treinamento de força entre duas e três vezes por semana, respeitando o nível de condicionamento, os objetivos e o planejamento dos treinos de corrida”, complementa Prota.

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