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Câncer de mama e próstata: o poder da corrida de rua como escudo protetor

Estudos confirmam: colocar o corpo em movimento regula hormônios e reduz drasticamente o risco de tumores. Saiba por que a corrida é sua maior aliada.

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cancer e atividade fisica

A relação entre suar a camisa e afastar o câncer deixou de ser apenas uma hipótese para se tornar uma certeza científica. Manter o corpo ativo é uma das “medicinas” mais potentes que existem: atua diretamente na regulação hormonal, no controle do peso e na preservação da massa muscular.

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Esses três pilares são fundamentais para o equilíbrio metabólico e para reduzir o risco de doenças crônicas. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o American College of Sports Medicine (ACSM), a prática regular não só protege o organismo como fortalece o sistema imunológico, criando uma barreira natural contra o desenvolvimento de células cancerígenas.

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O alerta dos números

A urgência de adotar um estilo de vida ativo fica evidente ao olharmos para as estatísticas. O INCA estima 704 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2023 e 2025. O cenário exige atenção:

  • Pele não melanoma: 31,3% (o mais comum);
  • Mama feminina: 10,5%;
  • Próstata: 10,2%;
  • Cólon e reto: 6,5%.

Globalmente, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) registrou 20 milhões de novos casos em 2022. Diante disso, o sedentarismo se torna um inimigo silencioso, enquanto o exercício surge como a melhor ferramenta de prevenção.

A palavra do especialista

É nesse contexto que o exercício físico se consolida como um verdadeiro aliado da prevenção e da saúde. De acordo com o personal trainer da Selfit, Antônio Victor, o exercício físico é amplamente recomendado na prevenção dos cânceres de mama e de próstata, agindo em duas frentes vitais.

“As principais diretrizes de atividade física e saúde destacam que o exercício não é apenas um importante aliado na prevenção, mas também atua como terapia adjuvante durante o tratamento”, comenta o especialista.

Corrida de rua: a atividade aeróbica de ouro

Embora qualquer movimento seja válido, a Corrida de Rua tem ganhado destaque especial como a atividade aeróbica mais democrática e eficiente para este fim.

Estudos com mais de 57 mil homens apontam que a prática regular de atividades aeróbicas vigorosas, como a corrida, pode diminuir significativamente o risco de câncer de próstata (a segunda principal causa de morte por câncer entre homens no Brasil).

Por que a corrida é tão eficaz na prevenção?

  • Controle de Peso: A obesidade é um fator de risco para 13 tipos de câncer. A corrida possui alto gasto calórico, combatendo o acúmulo de gordura visceral.
  • Regulação Hormonal: Correr ajuda a reduzir os níveis de estrogênio e insulina, hormônios que, em excesso, podem estimular a formação de tumores de mama e endométrio.
  • Saúde Mental e Imunidade: A liberação de endorfinas fortalece as defesas do corpo e combate o estresse oxidativo das células.

Para começar, não é preciso ser um maratonista. Alternar caminhada rápida com trotes leves já ativa esses benefícios protetores.

O combo perfeito: aeróbico + musculação

Para quem busca uma blindagem completa, o segredo está na mistura. O personal Antônio Victor reforça que as atividades aeróbicas (como a corrida) e resistidas (musculação) devem ser praticadas de forma combinada.

“A musculação é uma ferramenta poderosa para aumentar a densidade óssea e melhorar a força, enquanto os exercícios aeróbicos auxiliam no controle do peso corporal, na melhora da capacidade cardiorrespiratória e no equilíbrio hormonal”, explica.

Ele ressalta ainda que a regularidade é o principal fator de sucesso, com pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja: 30 minutos de corrida ou caminhada, cinco vezes na semana, já podem mudar seu destino.

Exercício durante o tratamento: é possível?

Além da prevenção, o movimento é vital para quem já recebeu o diagnóstico. A prática atua como suporte na recuperação, combatendo a fadiga crônica e melhorando a disposição. “Treinar de forma segura e acompanhada ajuda o paciente a recuperar o controle sobre o próprio corpo e a lidar melhor com os efeitos colaterais da doença e do tratamento”, destaca Antônio Victor.

Conclusão: Seja amarrando o tênis para uma corrida no parque ou levantando pesos na academia, a mensagem é clara: o movimento é vida e prevenção. Comece hoje.

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