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Protetor solar “derretendo” no treino? Veja como proteger a pele durante a corrida de rua

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Protetor solar para corredores
Mesmo indispensável, o protetor solar ainda é utilizado de forma incorreta pela maioria das pessoas. Especialista explica o que está por trás dos erros mais comuns e como garantir uma proteção realmente eficaz

Para quem corre, o sol é um companheiro constante, mas também um dos maiores desafios para a saúde e a performance. No verão, com a radiação UV em níveis críticos, a fotoproteção deixa de ser estética e passa a ser item obrigatório no “checklist” do atleta, ao lado do tênis e da hidratação. O problema? A maioria dos corredores utiliza o protetor de forma incorreta, comprometendo a eficácia durante o exercício.

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Segundo a Dra. Camila Dezanetti, dermatologista e docente da Afya Centro Universitário de Pato Branco, o suor e o atrito da corrida são os maiores inimigos da proteção: “O protetor solar não funciona como um escudo permanente. Ele se degrada com o tempo, com o suor e o movimento. O ideal é reaplicá-lo a cada duas horas, especialmente em treinos de longa duração”, explica.

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A matemática do FPS: Por que seu protetor pode estar falhando?

Um erro comum entre corredores é aplicar pouco produto para evitar aquela sensação “melecada” no rosto. Porém, a médica alerta que a quantidade é decisiva.

“A maioria das pessoas utiliza apenas um terço da quantidade recomendada. Isso reduz drasticamente o FPS real. Um protetor FPS 50, quando aplicado em pouca quantidade, pode oferecer uma proteção próxima de FPS 15 ou até menos”, comenta a dermatologista. Para o rosto, a medida ideal é de uma colher de chá. Para o corpo todo, o equivalente a um copinho de shot (30ml).

Deslizes comuns que sabotam o corredor

Além da quantidade, outros hábitos podem deixar o atleta exposto:

  • Esquecer áreas sensíveis: Nuca, orelhas, dorso das mãos e pés (para quem usa calçados abertos ou meias finas) são pontos frequentes de queimaduras.
  • Confiança cega na resistência à água: Mesmo os protetores “sport” precisam de atenção após transpiração intensa.
  • Armazenamento inadequado: Deixar o frasco no carro quente antes ou depois do treino degrada os filtros e reduz a eficácia do produto.

Proteção além do frasco: A barreira física

Para o corredor de rua, o protetor solar sozinho não faz milagres. A combinação com barreiras físicas é o que garante a segurança em treinos realizados entre 10h e 16h, quando a radiação é mais agressiva.

“Nenhum protetor solar bloqueia 100% da radiação. A combinação entre proteção química e física — como bonés, óculos escuros com filtro UV e roupas com tecnologia de proteção solar — é o que realmente mantém a pele saudável a longo prazo”, destaca a Dra. Camila.

Um hábito de vida e performance

Cuidar da pele é garantir que você continue correndo por muitos anos. O câncer de pele representa cerca de 30% dos tumores malignos no Brasil, e a exposição acumulada nos treinos eleva esse risco.

“Cuidar da pele é cuidar de si. O protetor solar deve fazer parte da rotina com a mesma naturalidade de calçar o tênis. A proteção diária garante não apenas uma pele bonita hoje, mas uma pele saudável e segura no futuro”, conclui a Dra. Camila Dezanetti.

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