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IA na corrida: Apps como Runna e Strava funcionam, mas não substituem o olhar do treinador

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Para a Cia Athletica, tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui o olhar humano na prevenção de lesões e na personalização segura dos exercícios

O uso de Inteligência Artificial para gerar planilhas de treino tornou-se o novo padrão para muitos corredores. Aplicativos como o Runna e as ferramentas de IA do Strava prometem personalização rápida com base em dados de GPS. No entanto, o avanço tecnológico acende um alerta fundamental: embora a tecnologia ofereça números precisos, ela não substitui o “olhar clínico” do treinador para interpretar o que o corpo não diz em dados.

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Segundo Cacá Ferreira, Gerente Técnico Corporativo da Cia Athletica, o principal risco da “corrida por algoritmos” é a confiança cega em modelos matemáticos. “Quando a pessoa confia apenas no app, ela pode deixar de perceber sinais do próprio corpo. Cada organismo responde de forma diferente e a ausência de ajustes constantes pode levar a sobrecargas”, explica.

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O Treinador como o “Piloto” da sua performance

Na visão defendida por Cacá, a IA funciona como um excelente copiloto, fornecendo alertas de ritmo e tendências. Mas é o treinador quem deve segurar o leme. O olhar humano é indispensável em três pilares:

  • Ajuste de Técnica e Movimento: A IA sabe a velocidade que você correu, mas não enxerga se a sua postura desmoronou no último quilômetro. O profissional identifica falhas sutis que, se não corrigidas, resultam em lesões.
  • Prescrição e Execução: Para o especialista da Cia Athletica, a forma como o exercício é executado é determinante. O treinador faz a demonstração e a correção em tempo real, algo que a tela do celular ainda não alcança.
  • Sensibilidade Humana: O algoritmo não sabe se você dormiu mal ou se está sob estresse excessivo. O treinador interpreta esses fatores e adapta o treino à sua realidade biológica, garantindo motivação e segurança.

Tecnologia potencializa, o profissional garante

Cacá Ferreira compara essa relação à de um piloto e um copiloto: a tecnologia analisa dados e aponta riscos, mas o profissional interpreta e aplica o conhecimento na prática. “Mesmo com bases de dados avançadas, o olhar humano é indispensável para identificar falhas de movimento e adaptar o treino à realidade de cada pessoa”, afirma.

O futuro da corrida está nessa combinação. A tecnologia potencializa a coleta de informações, mas é o educador físico quem garante a didática e a segurança para que o corredor cruze a linha de chegada com saúde, e não com dor.

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