Desafio Virtual Ritmos de Pernambuco, do Tamujunto na Pista | Lidianne Andrade

Com os eventos suspensos por conta da pandemia da Covid-19, ficamos em um estado de desespero quanto se trata de correr. Sem kits para pegar, sem encontros com amigos aos domingos antes do sol aquecer de fato. Aquela saudade imensa de conquistar uma linda medalha. Vieram então os desafios virtuais.

Faz tempo que a corrida virtual existe, viu!

Na verdade eles já existem há um tempo. Abordamos o tema em um dos nossos primeiros episódios do Papo Corrida, com o Daniel do aplicativo 99Run. E são mais de 7 anos deste aplicativo no ar, hein? Isso sem contar no site +1km e outros que também vendem medalhas com entrega em casa.

Temos a corrida virtual anual da Disney com entrega em casa em todos os países que tem mais de seis anos. Logo, corrida virtual não é novidade. Hoje todos os corredores ou ao menos mais de 80% já os conhecem.

Será que elas acabam com a pandemia?

Mas será que eles morrem na pandemia e depois não teremos mais?

Sinceramente? De coração de corredor para coração de corredor, aquele papo aberto mesmo: a resposta é sim! Vamos continuar tendo corridas virtuais por anos e talvez décadas!

Primeiro porque é legal conquistar medalhas e se desafiar. Os desafios virtuais são diferenciais porque funcionam como treino, uma forma de se premiar em uma conquista.

O querido e mais belo blogueiro do Brasil, por exemplo, o Doutor Corrida, desafiou-se a fazer a Uai na versão virtual para correr 235 km. Tudo bem que ele foi mais criativo ainda e tornou o seu desafio uma bela ação social de arrecadação de fundos e donativos para a uma instituição de caridade. Entretanto, era apenas uma supercorrida virtual. Super porque 235 km seguidos é pra torar, hein! E olha que as ultramaratonas continuam acontecendo e ele foi para algumas, mas queria esta linda medalha virtual e a conquista da marca na segurança da sua cidade.

Segundo porque você pode fazer quando quiser e nem sempre tem corridas na cidade. Quem mora em Caruaru, por exemplo, não tem eventos com tanta frequência como Recife e pode participar de eventos legais em modo virtual. Ou Carpina, por exemplo, que tem alguns eventos no ano mas não tantos.

E tem aqueles que não podem participar dos presenciais aos domingos porque estão trabalhando. Essa que vos escreve, por exemplo, ainda é corredora mas trabalha nos eventos. Por causa disso deixa a coleção de medalhas de lado ou paga sem ir só pela medalha? Não! Ele pode participar de um virtual e correr no sábado, sentindo-se em um evento de verdade.

Ainda temos que concordar que as medalhas de eventos virtuais são muito bonitas, não acham? Elas não tem tantos patrocinadores ou como imagem principal a logo de um supermercado. E tem cada tema massa, as vezes inspirando-se em medalhas de outros países. Logo, valem super a pena.

A pandemia apenas propagou a ideia de corridas virtuais com mais intensidade. Contudo, elas sempre existiram e não deixarão de existir.

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1 COMENTÁRIO

  1. Excelente abordagem!
    O DESAFIO INSANO existe a mais de 3 anos e convivemos muito bem com as corridas reais.
    O desafio virtual tem o objetivo de colocar o atleta em constante movimento, não só aos finais de semana, utilizando essa modalidade, digamos assim, como ferramenta de treino.

    DESAFIO INSANO
    Superando Limites

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