A escolha do treinador é como um casamento. Envolve levar em consideração vários pontos importantes além do alcance do resultado. E pode acontecer do relacionamento não dar certo. Está tudo bem. Assim como os namoros, a relação com o treinador pode ter começo, meio e fim. Você é livre para mudar quando quiser. 

O que é bom para o amigo pode não ser bom para você

Há vários métodos de escolher uma assessoria ou profissional de treinamento. Alguns buscam informações com amigos que já treinaram com ele ou ela, enquanto outros analisam a evolução dos alunos. Uns batem papo, sentem o clima e assistem treinos ou fazem aula experimental.

Contudo, tudo muda ao longo da jornada. Enquanto alguns se estimulam com gritos de professores, outros sentem-se pressionados e ofendidos. Alguns querem os gritos de motivação e o técnico tem o método pacífico do “faça você mesmo que eu to olhando tudo”. Há quem queira um acompanhamento mais de perto e não apenas uma planilha mensal após o casamento. E o relacionamento não caminha tão bem assim. 

Cada professor tem seu método de trabalho. É como estilo de se vestir: cada um tem um seu. Nem sempre dá para trabalhar da forma que o aluno quer porque ele se sente confortável e seguro. O profissional segue seu método de trabalho e ele funciona com alguns alunos, mas pode não funcionar com outros. 

O aluno deve sempre se sentir livre para sair quando quiser de uma assessoria ou dispensar um professor. Como todos os casamentos, podem chegar ao fim porque vocês não combinam tanto como era no início ou o encanto acabou. Ou você não gostou tanto do método ou o resultado não era bem o que se esperava.

Se não está se sentindo bem, chegou o momento da despedida (às vezes dolorosa depois de tanto tempo juntos), mas é assim que se chega à parceria ideal. 

E quando o problema é ideologia?

A incompatibilidade entre professor e aluno pode acontecer em vários pontos. O treino pode ser legal, mas a forma de pensar do professor não te agrada. Aí não costuma ter jeito mesmo porque envolve uma mudança pessoal e não profissional quanto ao trato com você. 

Muitos casamentos entre aluno e treinador chegam ao fim por causa disso. Vai além da aula ou do horário disponível para treino. Alguns professores incentivam os alunos a irem na pipoca em corridas de rua, por exemplo, e o aluno não concorda. O inverso também é válido: o professor quer todos inscritos e alguns não concordam. 

Podemos encontrar nesta busca pelo professor ideal até diferenças políticas. Em tempos conflituosos como os nossos quando se trata de votação, por exemplo, há professores negacionistas quanto à pandemia e o aluno estava temeroso em se expor. Ou comentários políticos os quais tendem a deixar quem ouve irritado por divergir de sua forma de pensar. Aí você escolhe se consegue continuar mesmo ou vai além do treino.  

O que não vale é não dar uma segunda chance. Um ponto de discordância e você quer sair da assessoria? Aí temos um cenário exagerado. Não somos perfeitos e com certeza seu treinador também não será. Como toda relação a dois, na maioria das vezes uma simples conversa envolve ajustes. Sempre é bom tentar uma segunda chance.

Existe sim um professor certo para você!

Parece conversa de amigo quanto a um fim de namoro, mas existe mesmo um professor compatível com seu jeito o qual pode suprir suas expectativas. A gente não encontra alguém para casar? Os casamentos também não duram 30 anos de boas? Também podemos encontrar o professor certo.

Nem sempre acertamos de primeira. Eu mesma já passei por dois personais e não curti muito a forma de trabalho. Não me sentia bem, “o santo não batia”. E tudo bem. É saber conversar, informar que quer finalizar os trabalhos de forma educada e seguir para a próxima fase. 

Já estive no cenário do professor não me fazer sentir bem com meu corpo e almejar para mim o quAe eu não queria para mim. Colocar metas as quais eu não queria. E eu fazia, mas não estava me sentindo bem. Contudo, valeu a reflexão de: eu estou pagando e eu preciso definir qual meu objetivo, qual minha prova alvo e quais são meus anseios. Ele escolhe o método, mas qual será a linha de chegada é sempre do aluno. 

O importante, contudo, para encontrar um professor realmente compatível com suas metas e com o qual você concorde com o método de trabalho é ser claro. A conversa inicial entre professor e aluno serve para isso. Não há o direito de cobrança (nem tão pouco falar mal) se você não foi claro sobre o que esperava do trabalho em parceria. 

Artigo anteriorPapo Running – O seu compromisso é com você mesmo!
Próximo artigoCarpina volta a receber Cordeirunning em março

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui