Quando um atleta ganha um pódio com nome desconhecido, seu treinador de corrida entra em evidência. E surgem convites. Muita gente procura ou alguns sentem inveja porque “fulano” treina com “beltrano”. Contudo, há um detalhe: quem corre é o atleta. Simples assim. O treinador ajuda, mas não faz milagre.

Treinar não faz milagre

O treinador é o profissional graduado em educação física responsável por elaboração dos treinos. Todos os bons atletas possuem orientação profissional que os levam ao pódio. Contudo, não é um milagre.

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Muito se atribui ao treinador, mas ele é apenas um guia e não pode ser um fator limitante. Há quem pense que, se não treinar com o professor X, possivelmente não chegará ao pódio. A regra não é assim.

Uma orientação profissional auxilia em vários pontos. Por exemplo, corrigindo os erros de performance. Passada, o posicionamento na pista, quando se hidratar, tipo de pisada, dentre outros. Ele também monta estratégias de acordo com os demais competidores e isso pode lhe levar ao pódio. Mas há outros pontos. Aptidão é um deles.

O atleta é responsável por seu esforço

O que às vezes não se leva em consideração é que quem corre é o atleta. Ele pode receber a planilha de treinos, por exemplo. Pode ainda ter um copo de água na mão a cada km fornecido por seu técnico e, ainda assim, não ganhar a prova.

O corredor precisa ter dedicação, seguir as dicas e também fazer o seu esforço pessoal. Se planilha de técnico fosse o suficiente, então é só baixar uma online e fazer. Ou pagar pela folha de papel com seu programa de treinos. O custo é bem mais baixo em comparação a um treino presencial, por exemplo.

Quem está na pista enfrentando as adversidades, superando a sua própria história e buscando todo tipo de apoio para vencer a prova, de fato, é o atleta. É ele quem demonstra o seu esforço no momento crucial e isso não tem relação com o técnico. Vai de cada um.

O esforço é pessoal e é fato. É você quem opta por cumprir toda a planilha ou não. Em acordar cedo e alimentar-se corretamente. É o corredor quem abre mão de prazeres de não atletas como beber a noite toda em uma véspera de prova, por exemplo. Cada um carrega a sua cruz com ou sem treinador.

Não desprezemos o treinador

Orientação profissional sempre é bem vinda, mas ela não pode ser um limitante. Não vale, por exemplo, focar no fato de não conseguir ganhar uma prova porque não se treina com o técnico X ou Y. Afinal, muitos atletas de pódio treinaram com nomes desconhecidos. E muitos iniciaram no pódio sozinhos mesmo, sem profissionais.

Um treinador é importante e pode sim auxiliar na chegada ao pódio. Mas há muitos nomes bons, alguns de baixo custo, sem disputa e buscando atletas. Temos ainda outros aguardando um bom atleta para conseguir um espaço no mercado.

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